Só no Deezer são carregadas 75.000 músicas feitas por IA todos os dias... sim 75.000!

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23 Abr. 2026    #1191 por jazzevedo
Quase 50% das músicas que estão a ser carregadas no Deezer já são feitas por IA. A plataforma de streaming Deezer confirmou que quase metade dos uploads diários já são gerados por inteligência artificial. No total, o Deezer está a receber cerca de 75.000 músicas feitas por IA todos os dias, o que representa 44% do total de faixas submetidas.

Apesar desse volume enorme, essas músicas ainda representam apenas entre 1% e 3% do que os utilizadores realmente ouvem. Além disso, 85% dos uploads de IA são identificados como fraudulentos e não geram receita (são desmonetizados).

Desde junho de 2025, o Deezer também passou a identificar músicas criadas por IA e a evitar que sejam recomendadas aos utilizadores ou incluídas em playlists editoriais.

Alexis Lanternier, CEO da Deezer, apelou depois a outros serviços de streaming para seguirem o seu exemplo e licenciarem a sua tecnologia, de forma a garantir que os utilizadores sabem quando as músicas são geradas por IA, acrescentando: 

“Desde janeiro, disponibilizámos a nossa tecnologia de deteção para licenciamento e estamos ansiosos por ver parceiros da indústria de todos os tipos juntarem-se a nós na luta pela justiça na era da IA.”
Agradeceram: josesencadas
 
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24 Abr. 2026    #1192 por josesencadas
Estima-se que existam no planeta 140 a 200 milhões de músicas gravadas e catalogadas desde que se inventou o processo de gravação. Por aqui se pode fazer uma ideia do lixo que anda a ser feito nas plataformas de IA generativa! E pior... há quem oiça este lixo!
Agora imaginem se todo este lixo ocupasse espaço! 
 
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24 Abr. 2026    #1193 por a.cardoso
Agora imaginem se todo este lixo ocupasse espaço! 
 
Aí é que te enganas!
O que acontece é que o “lixo” da IA (dados, respostas geradas, logs, modelos, etc.) é digital, não físico como sacos de plástico. Mas continua a ocupar espaço — só que em servidores.
Esses servidores estão em centros de dados (data centers), e aí:
  • ocupam espaço físico real
  • consomem muita eletricidade
  • geram calor e precisam de arrefecimento
  • guardam enormes quantidades de dados
Ou seja, não vês o lixo… mas ele existe. E em grande escala.
 
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24 Abr. 2026    #1194 por saraiva
Hoje em dia, qualquer pessoa consegue criar centenas ou milhares de faixas em minutos, sem talento, sem esforço e, sobretudo, sem qualquer investimento. Isto só acontece porque as plataformas de streaming permitem monetizar esse conteúdo. Mesmo que cada música renda muito pouco, o volume compensa — e é aí que o sistema começa a ser explorado.

Se quem cria música com IA tivesse de pagar para a gravar, produzir ou distribuir, como acontece com músicos reais, este fenómeno praticamente desaparecia. Ninguém ia investir dinheiro em algo que não tem valor artístico nem procura genuína. E mais: se essas músicas não pudessem ser colocadas facilmente em plataformas que pagam por reprodução, também não haveria incentivo para as produzir em massa.

O problema central é a ausência de risco. Na música tradicional, há sempre um custo — tempo, dinheiro, aprendizagem. Aqui não. Isso cria um desequilíbrio: conteúdos descartáveis inundam as plataformas, prejudicando os músicos a sério. No fundo, o sistema está montado de forma a recompensar quantidade em vez de qualidade, e enquanto isso não mudar, o “lixo” vai continuar a acumular-se.
 
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